terça-feira, março 24, 2009

Sem paz, sem amor, sem teto, Rainer Maria Rilke caminha pela vida afora. Tudo aquilo em que o poeta põe afeto, fica mais rico e o devora.


Poeta


Já te despedes de mim, Hora.
Teu golpe de asa é o meu açoite.
Só: da boca o que faço agora?
Que faço do dia, da noite?

Sem paz, sem amor, sem teto,
caminho pela vida afora.
Tudo aquilo em que ponho afeto
fica mais rico e me devora.

Rainer Maria Rilke
(1875-1926)

Mais sobre Rainer Maria Rilke em
http://en.wikipedia.org/wiki/Rainer_Maria_Rilke

Um comentário:

dias cavalcanti disse...

Rilke é simplesmente o mais fascinante poeta que já passou por essa terra.