Mostrando postagens com marcador Martins Fontes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Martins Fontes. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, março 14, 2014
Murilo Mendes diz que é mais fácil achar Deus do que a mulher desconsoladora. E ele a procura continuamente.
A desconsoladora
Mulher, eu te procuro continuamente. É mais fácil achar Deus, do que te
achar.
Tenho por ti uma grande atração e repulsão - ao mesmo tempo.
Eu adormeço com teu amor e desperto com o ódio a ti. E te destruo e te
contruo a todo o instante.
Há de me perseguir até à imortalidade. A paz da mulher não é a paz de
Deus.
A mulher não é o amor. A poesia é o amor. A poesia da ausência da mulher
é equivalente à poesia da posse da mulher.
Murilo Mendes
(1901-1975)
Mais sobre Murilo Mendes em
http://pt.wikipedia.org/wiki/Murilo_Mendes
(/code)
(code)
Marcadores:
Martins Fontes
terça-feira, janeiro 26, 2010
Martins Fontes chora e o seu desespero inconsolado explode. Pela agonia de ter amado, quanto amar se pode, sem ter amado quanto amar devia.
Beijos mortos
Amemos a mulher que não ilude,
e que, ao saber que a temos enganado,
perdoa por amor e por virtude,
pelo respeito ao menos do passado.
Muitas vezes, na minha juventude,
evocando o romance de um noivado,
sinto que amei outrora quando pude,
porém mais deveria ter amado.
Choro. O remorso os nervos me sacode.
E, ao relembrar o mal que então fazia,
meu desespero inconsolado explode.
E a causa desta horrrível agonia,
é ter amado, quanto amar se pode,
sem ter amado quanto amar devia.
Martins Fontes
(1884-1937)
Mais sobre Martins Fontes em
http://pt.wikipedia.org/wiki/Martins_Fontes
(/code)
(code)
Marcadores:
Martins Fontes
Assinar:
Postagens (Atom)