quinta-feira, março 13, 2008

Por que mentias, leviana e bela, leviana sem dó, por que mentias? Em desespero, Álvares de Azevedo quer saber por que o amor acabou em traição.


Por que mentias?

Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?

Acordei da ilusão, a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro...
Leviana sem dó, por que mentias?

Sabe Deus se te amei! Sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe esse pobre coração que treme
Que a esperança perdeu por que mentias!

Vê minha palidez- a febre lenta
Esse fogo das pálpebras sombrias...
Pousa a mão no meu peito!
Eu morro! Eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?

Álvares de Azevedo

(1831-1852)

Mais sobre Álvares de Azevedo em

http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81lvares_de_Azevedo

Um comentário:

isabelli winchester disse...

eu preciso de uma expliaçao em pelo menos 7 linhas sobre o que esse poema esta falando :3